O café ainda faz companhia. A fumaça que exala
proporciona um perfume único e provocante.
Aquece ideias sem nexo e desperta sentidos controversos.
Últimos brilhos do luar acompanham olhares sedentos por respostas.
Existem dúvidas sobre o relógio? Ponteiros vulgares e mentirosos.
Nunca souberam o tempo exato de prisão de um homem.
No enclauso de sua incerteza e salvo em minutos de lucidez.
Quando percebe, em meio a devaneios, o fim de uma procura.
Surgem os primeiros clarões da manhã.
A fumaça vinda da xícara não existe mais.
O café se torna frio.
No momento em que se é devorado
mais um pedaço do dia.
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